Segurança Pública é tema da 1ª Grande Plenária da Transamazônica e Xingu

Fonte : ALEPA

No dia 13 de junho de 2018, no Centro de Eventos de Altamira, ocorreu a 1ª Grande Plenária da Transamazônica e Xingu, iniciativa Assembléia Legislativa do Estado do Pará, que teve como tema: Segurança Pública Responsabilidade de Todos.

Durante o evento foram fixadas faixas pedindo justiça no caso do empresário Luciano, do município de Anapu. Assim como, mensagens de clamor pedindo Paz no Campo.

É fato que o empreendimento Belo Monte trouxe desenvolvimento aos municípios do entorno. Mas, junto também veio um amplo crescimento populacional e com isso muitas mazelas, como a grande onda de violência na região.

Na plenária, o deputado Ozório falou sobre os vários problemas enfrentados pela população local devido à falta de segurança. Entre os principais pontos abordados pelo mesmo, o principal, deles tratou dos mais de R$ 100 milhões que a Norte Energia repassou ao Governo do Estado, para serem aplicados na área da segurança pública nos municípios do Xingu. Porém, de acordo com o parlamentar, mais da metade do recurso foi para a aquisição de um helicóptero que deveria servir para sobrevoar a região fazendo rondas e ajudar na captura de bandidos, mas que a população questiona que não vê o tal helicóptero em ação.

A má gestão do Estado no que se refere aos recursos da área da segurança, principalmente quando se trata dos municípios da Transamazônica, tem sido duramente criticada pela sociedade que vem sofrendo constantemente com o crescente índice de violência no Pará. Devido a isto, Ozório solicitou, por meio de ofício, entregue em mãos ao presidente da república, Michel Temer – quando o mesmo esteve em Belém, em outubro de 2017, destinando terreno a arquidiocese – para que fossem disponibilizadas as Forças Nacionais no combate à criminalidade do estado. O presidente assinou autorizando, mas deixou claro que para liberação da mesma se faz necessário que o governador faça ele próprio o pedido. E mesmo o parlamentar oficializando o governador sobre o assunto, Simão Jatene se nega a pedir ajuda Federal. A pergunta que fica é: A que preço a população paraense é obrigada a arcar para respaldar o orgulho de Jatene em admitir que precisa de ajuda?